Bem vindo ao Anti-Religiosidade!

Combatendo heresias e compartilhado o amor e unidade do Evangelho,

sem estruturas, hierarquias ou complicações.


INTRODUÇÃO, 
Lutero não mudou de religião. Passados quase 500 anos da Reforma Protestante, esta continua a ser uma interpretação errada da História e da "antropologia" da religião. Se formos completamente imparciais (algo muito difícil de acontecer com os adeptos religiosos), podemos claramente ver que Lutero na verdade, foi um reconstrutor de religião diferente mas igual, até porque ele queria reformar o Catolicismo Romano e não recomeçar do ZERO.

PROBLEMAS DOS "ISMOS" EM RELAÇÃO AO EVANGELHO D'JESUS O MESSIAS, 
O protestantismo e o "evangelicalismo", têm inúmeros paralelos dogmáticos e litúrgicos com o catolicismo romano, sendo o principal a inata habilidade para a criação de Feudos Religiosos. Mas quem vive O Evangelho sabe, não ser necessário mudar-se de religião, até porque além de Deus não ser religioso, Jesus não veio oferecer-nos uma nova religião, mas sim um acesso directo ao Pai, por intermédio da própria pessoa do Filho. Religião é coisa construída por Homens e não por Deus, nem mesmo é da Sua vontade apesar d´Ele na Sua paciência permitir a sua existência.

O paradigma não deve estar centrado na mudança de religião, mas no abraçar a Cristo, de forma total e incondicional colocando n´Ele a exclusivamente a nossa confiança, e não em homens ou em estruturas de poder religioso e pseudo-espiritual. O Protestantismo é claramente um apêndice do Catolicismo. Martinho Lutero, não tinha interesse em fazer uma revolta ou distanciar-se, mas em renovar e como tal certos modismos, padrões de pensamento e formas de agir, ainda hoje em dia se encontram, inclusive dentro até do meio evangélico. Tudo por não se ter feito um corte mais abrangente com o que está errado, ao se permitir a continuidade do muito que é menos-certo!

Se Jesus re-ligou-nos a Deus, e é certo que Ele O Re-ligar/Religião que precisamos seguir, então não devemos sequer ter orgulho em ser do protestantismo ou de outro ismo qualquer. Só se Jesus tivesse sido religioso e protestante, é que nós tínhamos legalidade também poderia o ser, e como Ele não foi eu também não serei. Prefiro moldar-me a Cristo do que a conceitos, definições e catalogações de Homens. Como pode então um cristão fiel ao evangelho, afirmar-se como um «não protestante»? Tal como Jesus embora nascido Judeu, afirmava-se (Ler João 18:25, 35; João 8:23) perante os Homens como não o sendo.

PROTESTANTISMO NÃO É PRIMO DO ROMANISMO, MAS SIM SEU IRMÃO.
Se Martinho Lutero, tivesse conhecimento da defesa actual que muitos cristãos orgulhosamente fazem do Protestantismo (que ele nunca quis criar), o mais certo seria além de acrescentar 1 nova tese às 95, também denunciaria inúmeras páginas existentes no «facebôkas», acusando os seus criadores de atentado à sua consciência e deturpação dos seus ensinos. Alguém viu nas "solas" dele, alguma relacionada com o ismo Protestante entretanto criado por outros?! Se a reforma é um princípio activo com começa internamente, então a Reforma - é uma melhora da forma, ou conforme do dicionário explica o seu significado:

  • 1º Significado - Mudança operada tendo em vista um melhoramento; 
  • 2º Significado - Modificação de uma organização existente; 
  • 3º Significado - Reparação, conserto; então a Reforma Protestante historicamente NUNCA aconteceu. Deu-se sim foi, um avivamento Católico que sem aceitação, foi perseguido até que esses iluminados saíram fora do Catolicismo Romano. 

Esse pseudo-mover de Deus, a que chamam de Reforma Protestante, «ismou-se» como era de se esperar, e até hoje continua casamentado com grande parte dos mesmos paradigmas culturais Católicos Romanos. Se Jesus com o Evangelho de Deus por Ele dado aos Homens, não veio reformar o Judaísmo mas sim implementar algo novo (O Reino de Deus na Terra a partir do coração do Homem), porque raio é que se há-de continuar a teimar fazer o que Cristo não fez, e a reconstruir-se aquilo que Ele derrubou e destruiu?! Tal como Lutero, muitos de nós temos sido Reconstrutores de Religião Diferente mas Igual. Eu assumo que já o fiz. Já tentei reformar, e unir as Denominações mas só O Espírito Santo é que pode unir pessoas espiritualmente umas às outras, e se Ele não o faz existe uma razão para isso - As pessoas (os crentes, cristãos), verdadeiramente não querem unir-se n' Um só, pois isso significaria haver uma só fé e um só Corpo, e cada um quer ter a sua própria fé e possuir o seu próprio espaço denominacional.

Nós não pudemos mudar nem unir ninguém. A união no Espírito Santo, só virá após o Povo arrepender-se do seu pecado, de quererem todos eles sem excepção, construir espiritualidade à margem dos Ensinos de Jesus O Evangelho. É muito dura esta afirmação? Concentrem-se durante um ano, em esmiuçar atenta e profundamente os Ensinos de Jesus presentes nos Evangelhos (Segundo Mateus, Segundo Marcos, Segundo Lucas, Segundo João, Actos e Apocalipse), para compreenderem o que quero dizer com esta afirmação.

OS "ISMOS" NÃO NOS APROXIMAM D'DEUS. DESVIAM-NOS SIM DO EVANGELHO.
Só pela inversão total de paradigmas, e nunca pela reforma dos mesmos é possível criar-se algo novo e algo novo só surge verdadeiramente a partir do nada, do zero. Quem do nada pode fazer tudo? Deus. Mais nenhum homem comum e mortal, tem o poder ou capacidade para o fazer. Existem e pelos vistos, até que Jesus volte e implemente o Seu Reino de forma absoluta, continuaram a existir certos tipos de reconstrução, em que obras de reforma e restauro (as tais intervenções "cosméticas") não resolvem os problemas de raiz/alicerces. A questão é que muitos «herdeiros» não mandam abaixo as infraestruturas falidas, tal é seu saudosismo doentio pelas mesmas, devido também ao muito «trabalho» e «despesas» que teriam com essa empreitada. Na verdade também não querem recomeçar do ZERO, a partir das ordens, ideias, leis e planos de ordenamento e arquitectura, dadas pelo Grande Arquitecto que desenhou e estabeleceu para a Sua própria «Cidade».

Porque é que aquilo que Martinho Lutero decretou nas suas 95 Teses e tudo o quanto ele pretendeu reformar, acabou com o tempo por ser esquecido e agora está até a ser recuperado? Simples. Porque Lutero, ao querer reformar não está a "atacar" o problema de base - criação de religiosidade, pela implementação espiritual de um nome (denominação) além e aparte, acrescida ao Nome dado sobre todo o Nome, O Único que tem autoridade para constituir no tempo e no espaço, a Igreja Seu Corpo Espiritual. Seja o Catolicismo Romano, como o Protestantismo Evangélico ambos são construções de Homens, pois só Jesus morreu na Cruz para estabelecer a Única proposta e solução Teológica dada aos Homens e encarnada pelo próprio Deus n´Ele, nem Constantino (Imperador Romano que criou o Cristianismo como Religião do Império), nem Martinho Lutero (Avivalista Católico Romano, que pelo seu protesto quis reformar a Igreja Católica Romana), nasceram sem pecado ou morreram na cruz para estabelecer a Igreja como unicamente Cristo O fez. 

Nenhuma outra proposta teológica, sistema doutrinário ou cultura religiosa é semelhante ao Evangelho (Pessoa de Jesus), logo tudo o que é semelhante ou próximo, mesmo que melhor que a antecedente sistema religioso, continua a trata-se de uma imagem e reflexo de e não da objectiva e cabal proposta por Deus dada aos Homens: O Emanuel , Deus connosco - Jesus O Messias. Posso por esta evidência, e baseado nas escrituras então dizer, quer tudo o que não seja a identidade absoluta do próprio Evangelho, trata-se também de uma imitação, de uma imagem, de: IDOLATRIA.

Como Lutero reformou, não desconstruiu completamente a lógica da existência do sistema religioso antropocêntrico que é o Catolicismo Romano (Cristianismo) e outro qualquer ismo, incluindo o Protestantismo, é normal com o tempo que aquilo que não presta no mesmo, mesmo que atacado acabe por voltar a ressurgir devido ao facto da existência desses desvios ao Evangelho existem pela simples razão, de O Evangelho que é a própria pessoa de Jesus, não estar a ser Amado, Seguido e Guardado - os Seus Ensinos e Mandamentos, de maneira radical e absoluta, isto é com todo o coração, alma, forças e entendimento; por isto é fácil contaminar, intoxicar e deturpar acrescentando tanto ao que Jesus veio dar à Humanidade por não se ser absolutamente fiel e circunscrito ao que Jesus veio dizer-nos para que seguíssemos!

SÍNTESE,
Lutero não criou o protestantismo. Com ele iniciou-se sim uma recriação ou cosmética religiosa. E isto é tão verdade, que ele até continuou a ministrar Missa Católica em Igreja Católica do Sistema Católico Romano. Só após a sua morte é que os seus seguidores criaram o sistema filosófico-religioso chamado de Protestantismo, o qual em comparação com o Catolicismo Romano está repleto de paralelos em termos de práxis cultural e doutrina teológica. Vemos isto acontecer, se soubermos analisar analisar de maneira neutra, como a maior propriedade nos movimentos religiosos evangélicos actuais (os quais também orgulhosamente se consideram originários da dita Reforma Protestante), acabam por reconstruir aquilo que Lutero combateu e quis restaurar quanto ao Evangelho de Jesus, mas que nas abrangentes denominações protestantes evangélicas, tem vindo a ser restaurado. Eis especificamente em três gritantes exemplos:

  • 1º Exemplo - Sacerdócio Universal do Crente, que é absoluta e honrosamente desvalorizado pela importância dada à submissão especial às autoridades sobe o pretexto de protecção espiritual, como se Homens tivessem o poder que Deus tem sobre a criação. Aqueles que se colocam ao lado de Deus, na verdade procuram ficar acima d´Ele (Ler Mateus 23; Actos 5:29);
  • 2º Exemplo - Cultura do Medo por deixar de pertencer, ir ou congregar-se especificamente numa denominação religiosa, ao centrar-se a espiritualidade em locais ao invés de com Cristo no íntimo, onde e com quem quer que se esteja (Ler Actos 7:48);
  • 3º Exemplo - Prática de Dízimos e Ofertas, como forma de cativar as pessoas pela ilusão de promessas de abastança; esta prática também é uma forma clara de levar as pessoas a uma escravidão espiritual, pois se não der a Deus (como se Deus tivesse bolsos), já não serei abençoado mas pelo contrário amaldiçoado - as indulgências para se pagar a saída do purgatório, hoje é praticada sobre o nome bíblico de Dízimos e Ofertas (Ler Gálatas 5:1).

Deus livre este Mundo dos sofismas pseudo-espirituais, como o cristianismo pelo catolicismo romano bem como o protestantismo evangélico é, pois a verdade é que 497 Anos depois da Reforma Protestante, continua tudo na mesma: Por desconstruir e construir a partir d´Aquele (Jesus O Cristo) que à 2013 anos n´Ele mesmo trouxe-nos O Novo, começando n´Ele mesmo tudo do zero!

O rol de barbaridades praticadas em Nome de Deus pelas seitas e denominações ligadas orgulhosamente ao Protestantismo, continuam por aí em diante. Hoje como então, o Evangelho continua a ser conspurcado e o Povo de Deus abusado espiritualmente, pelo facto das lideranças das denominações protestantes evangélicas, com enorme permissividade dos teólogos de hoje, darem igual relevância à sujeição a lideranças Humanas, tanto quanto a submissão a Jesus. Isto acontece, pelo simples facto de qualquer ismo/sofisma religioso, tratar-se na verdade de uma potestade que opera na mente dos Homens, engano e escravidão de pessoas a uma falsa espiritualidade para com Deus, centrada nas obras, esforços, méritos, sujeição a pessoas especiais (sacerdotes, lideranças), etc. 

Por causa da falta do Povo conhecer pessoal e intimamente o Seu Deus, é que a cegueira espiritual e o controlo sobre os outros, continua a existir para a obtenção de uns, de mais poder e mais recursos financeiros utilizados para a construção de impérios, bem como para a consciência de outros ser desanuviada e calar-se porque alguém de carne e osso, afinal pode fazer a sua parte na busca de Deus, porque na prática o que Jesus É e fez, para esses afinal não é suficiente!

"Portanto o meu povo será levado cativo, por falta de entendimento..." Isaías 5:13


por Hélder Inocêncio a Ovelha Desprotocolada (Facebook)
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